terça-feira, 15 de março de 2011

Amigo e irmão

Hoje, há uma festa religiosa que reúne multidões nas pirâmides do Tajin, no estado de Vera Cruz, México. A cidade arqueológica de Tajin foi descoberta em 1785. É uma cidade de pedra, bem conservada. No meio dela existe um campo de esporte, e nos extremos das pirâmides, gravuras estranhas onde se observa a decapitação de um esportista. O sangue da vítima molha a terra e a fecunda. O sangue daquele homem era considerado pela cultura totonaka “líquido sagrado” e, segundo a tradição, o homem que derramava seu sangue passava a ser um interme-diário entre Deus e a humanidade.
É interessante que, de alguma forma estranha, a essência do evangelho estivera embutida na tradição daquele povo. Jesus um dia viu o ser humano na angústia, no desespero, na eterna condenação. Não havia saída para o drama humano. “O salário do pecado é a morte”, afirma a Escritura. “Pois todos pecaram, e carecem da glória de Deus” (Rom 3:23), arremata. Você e eu só tínhamos diante de nós sombras de culpa, pecado e morte. Não havia em nossa existência uma só fresta por onde entrasse um pouco de luz. Estávamos perdidos. Tínhamos chegado ao fim.
Foi então que apareceu no cenário da vida o nosso grande amigo. Aquele que, na angústia, se fez nosso irmão. Tomou a nossa natureza. Tornou-se um de nós, nasceu como uma criança, viveu uma vida sem pecado, apesar de ser tentado em tudo. E, finalmente, morreu a morte de um marginal, pregado na cruz do Calvário.
O Seu sangue, derramado gota a gota, molhou não apenas a terra, mas a sua vida e a minha, e com Seu sacrifício pagou o preço de nossa dívida, assumiu a nossa culpa, aceitou a nossa morte e nos entregou a Sua salvação.
Por isso, você não tem o direito de sentir-se só, triste e abandonado. Não tem mais o direito de sentir-se derrotado e condenado a uma vida de fracasso. A cruz do Calvário é o decreto de vitória, de liberdade e vida para você. Agora, Jesus não é apenas o seu amigo, e sim o seu irmão, capaz de compadecer-Se do drama que você está vivendo.
Parta hoje para escalar as montanhas da vida sabendo que “em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão” (Prov. 17:17). Esse irmão é Jesus.
Texto de Alejandro Bullón - Janelas para a Vida http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2007/frmd2007.html

sexta-feira, 4 de março de 2011

Inocentes ou culpados?

Salvou-se a nossa alma, como um pássaro do laço dos passarinheiros; quebrou-se o laço, e nós nos vimos livres. Sal. 124:7.
Ela era jovem e linda. Não devia ter mais de dezesseis anos. Jovem demais para chorar. Adulta de menos para enxergar as trapaças da vida.
“O que o senhor me aconselha? Hoje à tarde meu namorado bateu em mim, diante de muita gente”, disse ela chorando. “Eu sei que devo deixá-lo, mas gosto dele.”
Ela não precisava de nenhum conselho. Lutava consigo mesma. Com os seus sentimentos. Enganava-se ao justificar que aquilo tinha sido apenas um “momento de raiva”, mas que no fundo ele era bom.
Nosso próximo encontro aconteceu dezessete anos mais tarde. Não era mais jovem, nem linda. Estava destruída pela dor e o sofrimento que carregara como uma cruz ao longo de anos. Agora já estava separada do marido que, por muitas vezes, a golpeara.
Dizer o quê? Que ela sabia o que a esperava se levasse adiante aquele relacionamento? Seria cruel. Para que abrir mais as feridas que havia tanto tempo sangravam?
No verso de hoje, o salmista louva o nome de Deus por Suas obras de justiça e libertação. Jesus veio a este mundo e quebrou o laço que nos amarrava. Esses laços não são apenas exteriores. As verdadeiras arapucas estão dentro de nós mesmos, e não queremos reconhecê-las.
Com freqüência, dizemos que fomos enganados. Consideramo-nos vítimas. Os culpados de nosso sofrimento quase sempre são “os outros”. Enquanto não nos livrarmos dessa maneira ingênua de pensar, dificilmente seremos felizes. O poder do evangelho não se revela apenas nos fatos extraordinários que Jesus pode fazer com os nossos inimigos externos, mas no que Ele está disposto a fazer dentro de nós mesmos.
Jesus veio libertar-nos da “ingenuidade”. Ele chega à nossa vida para abrir os nossos olhos, a fim de que possamos ver a realidade da vida e paremos de “fazer de conta”, enganando-nos e iludindo-nos por vontade própria.
Este é o valor do ensinamento bíblico. Tira o véu, ilumina o caminho, abre a janela do coração escuro para que entre a luz e tomemos decisões e tenhamos atitudes sábias.
Basta de nos sentirmos vítimas, porque “salvou-se a nossa alma, como um pássaro do laço dos passarinheiros; quebrou-se o laço, e nós nos vimos livres”. Texto de Alejandro Bullón - Janelas para a Vida http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2007/frmd2007.html

quarta-feira, 2 de março de 2011

O cetro dos ímpios

O cetro dos ímpios não permanecerá sobre a sorte dos justos, para que o justo não estenda a mão à iniqüidade. Sal. 125:3.
Cansei de ser bom.” Foi a explicação que o homem deu ao ser apanhado em flagrante delito. A notícia correu como uma bomba na fábrica, porque ele era um empregado considerado modelo entre os quase 500 trabalhadores da empresa. O verso de hoje explica isso. A atitude dos ímpios é tão grosseira, descarada e impune que o justo corre o perigo de “estender a mão à iniqüidade”.
O salmista fala do “cetro dos ímpios”. Por que o cetro? Os reis usam o cetro como símbolo de sua realeza, poder e soberania. Neste mundo de pecado, de algum modo os ímpios governam e exercem o poder. Consideram-se reis. Sentem-se acima de qualquer lei. Eles a burlam ou a compram. Subornam consciências, condenam o inocente e “explicam” seus atos de maldade.
Deus promete que essa situação “não permanecerá”. Você entende o sentido de permanência quando olha para os montes. Eles são permanentes e parecem eternos. As nuvens passam, as árvores nascem, crescem e morrem, as gerações se seguem umas às outras, mas os montes permanecem no mesmo lugar.
“O cetro dos ímpios” não será como os montes. Uma pessoa sem Deus e sem escrúpulos pode conseguir dinheiro, fama, poder e honra. Mas tudo é como nuvem. Hoje é, e amanhã não é mais.
Hoje pode parecer que o mal vence o bem. Mas sempre existe um depois, em que a justiça prevalecerá. Isto não é apenas promessa, é realidade. Se você fizer uma retrospectiva da história, verá como reis, nações e impérios que se consideravam indestrutíveis ruíram um dia, e hoje não restaram nem os cacos.
Portanto, continue lutando e enaltecendo valores nas suas atitudes diárias. Não tema ser considerado um sonhador ou idealista. Não tenha inveja da “prosperidade” dos homens sem Deus.
Seja justo. Busque diariamente forças em Jesus. Não permita que a injustiça dos homens traga amargura ao seu coração. Valorize as coisas simples e que duram para sempre, porque: “O cetro dos ímpios não permanecerá sobre a sorte dos justos, para que o justo não estenda a mão à iniqüidade.” Texto de Alejandro Bullón - Janelas para a Vida http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2007/frmd2007.html

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O valor da repreensão

O expediente havia chegado ao fim naquela tarde e Frederick esperava impaciente o elevador. Não sabia se iria direto para casa ou andaria sem rumo como nas outras tardes. Aos 55 anos de idade, sentia-se fracassado. Não fora esse o tipo de vida com que tinha sonhado. Era um homem público; porém, não eram públicas a dor e a frustração que constantemente subiam à sua mente e explodiam em seu coração.
Naquelas intermináveis tardes, vagueando sem rumo, sentado em alguma praça, parado em qualquer esquina ou vendo a noite chegar em algum bar, Frederick sempre chegava à conclusão de que a causa de seu fracasso era o seu temperamento. Nunca ouviu ninguém. Rejeitou o conselho de seus pais. Discutiu com seus professores. Seus amigos eram amigos desde que não interferissem em suas opiniões. De repente, aos 55 anos descobriu que a pior tolice de sua vida fora “desprezar a instrução” e não atender à repreensão.
Por que sou assim?, perguntava-se angustiado. O que ele não sabia é que todos os seres humanos nascem assim. Não é próprio da nossa natureza ouvir conselhos, aceitar instruções ou assimilar a repreensão. O homem natural prefere “quebrar a cara sozinho”. Já de criança larga a mão do pai e corre como um cabritinho até bater no canto da mesa e cair no chão. Então chora a lágrima que, ao longo da vida, chorará em silêncio para esconder os cacos dispersos de seus sonhos destruídos.
Frederick era ateu. Achava que Deus estava morto. Herdara sua maneira de pensar de Nietzsche, que lera quando jovem, ao descobrir que o seu pai lhe colocara o nome de Frederick em homenagem ao filósofo alemão.
Numa tarde do mês de outubro, achou um folheto com um título que chamou sua atenção: “Deus está morto?” Foi assim que despertou o seu interesse para estudar a Bíblia. Surpreendeu-se porque se confrontou com verdades que não conhecia. Naqueles conceitos bíblicos estava o segredo do sucesso. Descobriu que “o insensato despreza a instrução”, e com humildade aplicou as instruções bíblicas na sua vida.
Quando conheci Frederick, já era um homem vitorioso. “Minha vida tem sentido”, ele me disse. “Agora sou feliz.” Ao sair hoje para a luta da vida, lembre-se: “O insensato despreza a instrução, mas o que atende à repreensão consegue prudência. (Prov. 15:5)” Texto de Alejandro Bullón - Janelas para a Vida http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2007/frmd2007.html

Mais e mais

O crescimento é parte de uma vida sábia, mas envolve mudança. E não existe mudança sem dor. Talvez, por isso, muitas pessoas resistam a crescer. Preferem viver dentro do “estabelecido”, e sem perceber caem no terreno do acomodamento e da mediocridade.
Não é próprio de uma pessoa sábia achar que sabe tudo, que não tem mais o que aprender ou que seu ponto de vista sobre um determinado assunto é o único.
“A vereda dos justos”, diz Salomão, “é como a luz.” Nesse verso, o justo é o sábio. Viver com sabedoria é viver com transparência. O sábio nunca vive escondido na penumbra dos seus temores, tentando desesperadamente afirmar sua autoridade sob o manto do “radicalismo”, do “conservadorismo”, da “firmeza”, ou como você queira chamar o temor de mudar de ponto de vista.
A verdade do justo é um permanente avançar “como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”.
É interessante a expressão “mais e mais”. Aqui, Salomão fala de um processo. Nenhum crescimento acontece de um dia para o outro. Nenhuma mudança é radical. A decisão de mudar pode ser imediata, mas o processo leva tempo. É constante, mas leva tempo. É sempre “mais e mais”.
A maioria dos problemas que enfrentamos nas diferentes áreas da vida é a falta de sabedoria que nos impede de crescer, evoluir e entender que, se o mundo está em constante movimento, nenhum ser humano pode permanecer no mesmo lugar para sempre.
As mudanças do crescimento do homem sábio não envolvem princípios. Princípios são eternos. Não matar, não roubar e não mentir são princípios de vida estabelecidos por Deus para a proteção da vida. Mudar esses princípios é cair no caos da existência, nas trevas de valores limitados à esfera humana.
Hoje é um novo dia na jornada desta vida. Em que área você precisa crescer? O que precisa mudar? Pense em quantas dores você poderia evitar se mudasse algumas atitudes. Nunca é tarde para reconhecer que existe um melhor caminho do que aquele que estamos seguindo, porque “a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito (Prov. 4:18)”. Texto de Alejandro Bullón - Janelas para a Vida http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2007/frmd2007.html

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Benção e prosperidade

“O Senhor te abençoe desde Sião, para que vejas a prosperidade de Jerusalém durante os dias de tua vida (Salmo 128:5).”
Martinho Lutero chamava este salmo de “o Salmo da família”. Está cheio de promessas. Uma das que ele destaca, é a promessa da bênção.
Não existe nada de errado em querer ser abençoado. Bênção, na maioria das vezes, significa prosperidade. Inclusive, no verso de hoje, o salmista afirma que o resultado da bênção é a “prosperidade de Jerusalém”.
Muitos cristãos precisam entender que cristianismo é humildade, mas não necessariamente pobreza ou miséria. Não existe nada de errado com a prosperidade. Deus é o dono do mundo, o Rei do Universo. Se você é filho do Rei, é um príncipe. Por que se sentir culpado de viver como príncipe?
O verso de hoje mostra o segredo da verdadeira prosperidade. Para Israel, a bênção autêntica vinha de Sião, o lugar de habitação de Deus. Prosperidade não é apenas o acúmulo de coisas. Dinheiro, poder e fama são parte da vida. Não fazem mal a ninguém. Mas quando não vêm “do Senhor”, trazem dor, angústia e insatisfação. Isso não é prosperidade.
Outro pensamento que ele destaca no verso de hoje tem a ver com o presente. A promessa de Deus é que você veja a prosperidade “durante os dias de tua vida”. Aqui e agora. Não apenas no futuro.
É comum pensar que a maravilha da salvação é uma experiência que será desfrutada na eternidade. É verdade que quando Jesus voltar receberemos os benefícios eternos da salvação, pois Ele colocará um ponto final na história do mal. Mas também é verdade que na Terra, “durante os dias de tua vida”, você pode usufruir as maravilhas das bênçãos divinas. Melhor saúde, dinheiro administrado com sabedoria, uma família feliz e filhos que crescem esplendorosos como palmeiras nas encostas do rio.
Busque ao Senhor hoje. Achar Jesus é achar Sua bênção. Torne este o alvo de sua vida: viver ao lado de Jesus. Permita que os Seus ensinamentos se tornem realidade na sua experiência.
O resultado natural do companheirismo diário com Jesus será êxito e prosperidade". texto de Alejandro Bullón - Janelas para a Vida http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2007/frmd2007.html

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Juízos verdadeiros

O temor do Senhor é límpido e permanece para sempre;
os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente, justos. Sal. 19:9.
A moça que cortava o meu cabelo pareceu reconhecer-me. Timidamente perguntou: “Você tem um programa na televisão?” Quando confirmei, ela me contou que um domingo me ouviu falar sobre os justos juízos de Deus. No dia seguinte ela tinha uma audiência judicial pela guarda de sua filha. Tudo fazia crer que ela perderia. Estava sem emprego, vivendo em circunstâncias precárias e comprometedoras, enquanto o marido, com muito dinheiro, era amigo de pessoas de muita influência. Mas ela orou. Pediu ao Senhor que mudasse sua vida, acreditou na mensagem, aceitou para si que “os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente justos”, e o veredicto do juiz foi a seu favor.
O texto de hoje, antes de apresentar os justos juízos de Deus, fala do temor do Senhor. O temor nunca é saudável. O temor é doentio. Existem pessoas que dariam tudo para livrar-se do temor. Existem temores sem causas. Medos ocultos. Da escuridão, da água, do futuro, do passado, da morte, da vida; enfim, temores que perturbam.
Mas Davi fala de um temor diferente: “O temor do Senhor é límpido”, diz ele. Não é sujo, nem doentio, nem destrutivo. A expressão “temor de Deus”, na Bíblia, significa respeito, aceitação humilde de que somos criaturas e temos um Criador. Esse tipo de temor faz com que a criatura volte os olhos aos conselhos divinos.
Quando você vive esse tipo de experiência, não teme o que os homens sejam capazes de fazer com você. Pode ser levado aos tribunais da Terra ou ser vítima das maiores injustiças. Mas o Senhor é o seu verdadeiro Juiz e suas determinações são verdadeiras e justas.
O problema do ser humano é que, com freqüência, busca a Deus só quando precisa dEle. E nos tempos em que aparentemente as coisas andam bem se esquece de buscar o conselho divino.
Se você confia no Senhor Jesus, nunca está só. A fúria dos homens pode cercá-lo, mas não pode destruí-lo. Esconda-se nos braços do Senhor e acredite na Sua promessa porque: “O temor do Senhor é límpido e permanece para sempre. Os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente, justos (Salmo 19:9).”
texto de Alejandro Bullón - Janelas para a Vida http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/medmat/2007/frmd2007.html