quinta-feira, 26 de março de 2009

És o altíssimo

E reconhecerão que só Tu, cujo nome é Senhor, és o Altíssimo sobre toda a Terra. Sal. 83:18.
Quando o médico lhe deu a notícia de que seu pequeno filho estava condenado à morte, a primeira reação de Alberto foi de revolta. Mas revoltar-se contra quem? Contra a ciência, que não podia fazer nada para curar a leucemia que estava acabando com a curta existência de seu único filho? Contra ele mesmo e a esposa que não perceberam os primeiros sintomas da doença fatal? Ou contra Deus? Não, contra Deus não poderia. Ele não acreditava na existência de um ser supremo. O seu coração e a sua mente estavam cheios de idéias existencialistas e sentimentos de superioridade diante da esposa que 'era capaz de acreditar numa idéia tão superada como Deus'.
Alguma vez você se sentiu insignificante e impotente diante de circunstâncias adversas? O que faz quando todos os recursos humanos falham? Aonde ir quando a ciência, a tecnologia e até o racionalismo humanista gritam: Impossível!
Se você viveu um momento assim, talvez consiga entender como Alberto se sentia. Os dias se passaram. Lentos, agonizantes, implacáveis e cruéis. O tempo, que na maioria das vezes simboliza esperança, era para Alberto o processo doloroso de ver seu querido filho se apagando como uma vela cuja cera está no fim. A fé e a confiança que a esposa depositava em Deus em meio à dor, eram ofensivas para o marido incrédulo.
Um dia cinzento do mês de outubro, ele viu os olhinhos tristes do filho amado, como dizendo adeus. Alberto não agüentou mais e caiu ajoelhado perto da cama e, pela primeira vez, clamou pela misericórdia de um Deus em cuja existência nunca acreditara. E o milagre aconteceu! Médico nenhum foi capaz de explicar a recuperação rápida do garoto, nem a cura posterior. Hoje, Alberto louva o nome de Deus ao lado da esposa e do filho.
As coisas com Deus são assim. Sua existência e poder não dependem de eu crer ou não. Ele está acima dos preconceitos, dúvidas ou incredulidade da criatura. Ele é Deus. Se as pessoas crêem, muito bom. Se não, um dia 'reconhecerão que só Tu, cujo nome é Senhor, és o Altíssimo sobre toda a Terra'. (texto de Alejandro Bullon - Meditações Diárias 2007 - Janelas para a Vida)

quarta-feira, 25 de março de 2009

Nunca cave o mal

"O homem depravado cava o mal, e nos seus lábios há como que fogo ardente. Prov. 16:27.
O Brasil todo ficou estarrecido com a notícia do assassinato de um casal de classe média alta. Foram mortos a pauladas enquanto dormiam. Se a notícia terminasse aqui, seria apenas mais uma notícia neste mundo de violência.
O que estarreceu foi a descoberta dos assassinos: a própria filha do casal, o namorado e um irmão deste. Uma história de filme de terror.
O texto de hoje descreve justamente esse tipo de pessoas. 'O homem depravado cava o mal', diz o verso. A palavra 'depravada', literalmente descreve algo estragado, que perdeu seu valor e só serve para ser jogado no lixo. Expressa profunda degradação moral.
Como chega um ser humano ao terreno da depravação? Começa com a tolice. O tolo segue o caminho do mal por curiosidade. É uma espécie de aventura que lhe produz fascínio. Quando uma pessoa insiste nesse tipo de caminho perigoso, cai no terreno do cinismo. O cínico percebe o perigo da estrada em que transita, mas não lhe dá importância, endurece seu coração e chama ao mal, bem. Finalmente, mais cedo ou mais tarde, o cínico cai no abismo da depravação.
A depravação não tem limites. É um abismo sem fundo. Sempre oferece sensações mais fortes, não fica satisfeito com nada. Se você acha que já viu ou já ouviu as cenas mais depravadas, ainda está no meio do caminho. A mente depravada é capaz de imaginar coisas que dificilmente subiriam à mente dos mais hábeis roteiristas de Hollywood.
Existe esperança de recuperação para o depravado? As boas-novas do evangelho dizem que sim. No momento em que o mais perverso dos seres humanos responde ao chamado do Espírito e aceita a graça transformadora de Cristo, acontece o milagre do novo nascimento. Tudo que passou fica apagado pelo perdão gratuito de Jesus, e a pessoa recebe uma página em branco para escrever uma nova história. Deus nunca consulta o passado para ajudá-lo a construir o futuro.
Que este novo dia seja para você um dia de vitória. Grandes vitórias são o resultado de pequenas vitórias. Vença com Jesus apenas a batalha deste dia. Deixe o amanhã nas mãos de Deus e lembre-se: 'O homem depravado cava o mal, e nos seus lábios há como que fogo ardente.' (texto de Alejandro Bullon - Meditações Diárias 2007 - Janelas para a Vida)

terça-feira, 24 de março de 2009

Não vagueie nas trevas

"Eles nada sabem, nem entendem; vagueiam em trevas; vacilam todos os fundamentos da Terra. Sal. 82:5.
A pessoa queixava-se do veredicto. O juiz tinha dado a guarda de seu único filho para o marido. Ela estava arrasada e não sabia onde procurar ajuda.
'É injusto', reclamava a mulher. 'O juiz fez isso por causa da influência da família de meu esposo, que tem muito poder na cidade.'
Pode ser que assim seja. Pode também ter sido um erro por falta de informação. As injustiças parecem ser a lei desta vida. Este salmo fala de juízes que 'vendiam' a justiça. O salmista os descreve como gente sem escrúpulos, em cuja vida não existia o temor de Deus.
Embora o texto se refira exclusivamente às pessoas que administravam a justiça naqueles dias, a advertência é válida para o ser humano de hoje, a despeito da profissão ou ofício. Gente sem Deus andará em trevas, e quem anda envolvido pelas sombras, não anda, vagueia. Não tem rumo, tropeça, cai, se levanta, torna a cair. Não tem consciência de sua realidade. Pretende saber de onde vem e para onde vai, mas caminha sem rumo. Acertando umas vezes e errando na maioria.
'Nada sabem', afirma o salmista, referindo-se a estas pessoas para quem Deus não passa de um mero detalhe. O verbo 'saber', nesse verso, vem da expressão hebraica jokmaj, que significa critério, bom senso, equilíbrio, juízo.
A maior parte dos problemas do ser humano se origina na falta de sabedoria. Na vida familiar, profissional ou financeira, a falta de critério leva a criatura a viver 'em trevas', tentando achar o caminho, mas ferindo-se e ferindo as pessoas ao seu redor.
Por isso, hoje, antes de tomar alguma decisão transcendental, ou antes de iniciar suas atividades diárias, lembre-se do conselho de Tiago, que disse: 'Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente.' Tiago. 1:5.
Não comece o dia sem Deus, não tome decisões sem Seu conselho, porque a pessoa que vive sem Deus nada sabe, nem entende; vagueia em trevas". (texto de Alejandro Bullon/Meditações Diárias 2007 - Janelas para a Vida)

A gente se acostuma

Um texto de autor desconhecido diz que "a gente se acostuma desde criança a obedecer aos mais velhos. E porque tem de obedecer, logo se acostuma a não ser ouvido, porque sempre está errado. E estando errado, logo se acostuma a sentir medo. E porque sente medo, logo se acostuma, desde cedo, a não expressar os sentimentos, os dons, as emoções. A gente se acostuma com as indelicadezas da vida diária. E porque não tem outra alternativa, logo se acostuma com gritos e palavras ríspidas. E porque sempre ouvimos gritos, logo acostumamos a tratar mal as pessoas. E, à medida que se acostuma, esquece os gritos, esquece as palavras e esquece as pessoas. A gente se acostuma a não pedir, por favor, com licença, obrigado, logo se acostuma a não sentar para conversar, porque não tem tempo para banalidades. E por isso se acostuma a não dizer bom dia e a agradece à Deus porque as pessoas não nos reconhecem na rua. E, à medida que se acostuma, isola-se da convivência, das amizades, do relacionamento da vida. A gente se acostuma com a violência dos contos de fadas, de histórias de quadrinhos, revistas, jornais, rádio, televisão. E logo se acostuma com a violência cotidiana tão perto, nas ruas, nos locais de trabalho, até mesmo dentro da própria casa". (20/03/09)

segunda-feira, 16 de março de 2009

O menino que queria ser um televisor

O secretário municipal de Administração Wilson Rodrigues enviou-me um texto sobre um menino que queria ser um televisor. A narrativa diz que o garoto, meditando enquanto orava, pediu a Deus: “Senhor, esta noite eu te peço algo especial: transforme-me em um televisor. Quero ocupar o seu lugar. Viver como vive o TV de minha casa. Ter um lugar especial pra mim, e minha família ao meu redor... Ser levado à sério quando falo... Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem questionamentos. Quero receber o mesmo cuidado especial que o TV recebe quando não funciona. E ter a companhia do meu pai quando ele chega em casa, mesmo que esteja cansado. E que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de ignorar-me. E ainda que meus irmãos ‘briguem’ para estar comigo. Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo. E, por fim, que eu possa divertir a todos. Senhor, não te peço muito. Só quero viver o que vive qualquer televisor. Amém!” (13/03/09)

quarta-feira, 11 de março de 2009

O amanhã

A amiga Cibele Mansur não abre mão de um plano de saúde. "A gente nunca sabe o dia de amanhã e, nesse dia, se precisarmos de um procedimento cirúrgico qualquer ou de uma cirurgia eletiva, é aí que o bicho pega", afirma. Cibele tem razão, o problema é a falta do vil metal. Desgraçadamente, a maioria da população não tem recursos suficientes para bancar qualquer plano de saúde e é obrigada a engolir o SUS e suas filas intermináveis e atendimentos, quando tem, de quinta categoria. No tempo de Jesus não havia os tais planos de saúde. Talvez, por isso, tenha ensinado de modo diferente: "não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes? Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas? Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só dia à duração de sua vida? Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo. Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado". (Matheus 6, 24-34) (27/02/09)

A crise mundial

Que a crise mundial é real e tem afetado negativamente a economia de diversas empresas, inclusive com a demissão de milhares de funcionários, isso não há dúvida. Que essa situação acaba abalando o dia a dia de empresas nacionais em razão do protecionismo adotado pelos dos países que acumulam perdas financeiras, é outra realidade insofismável. O problema é que empresários ardilosos aproveitam a ocasião para faturar milhões. São mos donos das grandes montadoras automobilísticas que ameaçam demitir ou demitem sem escrúpulos para forçar a injeção de dinheiro público, são os bancos falidos e banqueiros inconsequentes a clamarem por recursos que os ‘salvem’ da bancarrota, e assim vai. Só o volume impressionante de dinheiro público que os Estados Unidos destinaram para montadoras de carros e bancos do país daria para acabar com a fome mundial, ao menos que momentaneamente. Mas a prioridade dos governantes é outra, infelizmente. O que eu temo, na realidade, são os efeitos dessa crise em nossa cidade. Sem empregos na indústria, a cidade é tocada pela Prefeitura, a maior empregadora local, o comércio e o agronegócio. A Prefeitura reclama da diminuição de repasses do governo. O comércio, pelo que se observa vai se sustentando. Até quando não se sabe. O agronegócio depende do sobe e desce das bolsas e cotações do dólar. A cidade depende desses três segmentos. Que Deus os ajude. Amém! (06/03/09)