segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Carnaval
A maioria dos brasileiros espera os dias de Carnaval para extravasar. O estresse do dia-a-dia, as contas a vencer e o desemprego são momentaneamente esquecidos e o que importa é ser feliz. Muitos aproveitam o feriadão para tomar todas, beber até cair e namorar como se não houvesse amanhã. As consequências dessas atitudes quase sempre vão desaguar na farmácia, nos pronto-socorros ou gravidez inesperada. Tem quem aproveita para se entupir de drogas ou estimulantes para desespero dos familiares e das artérias coronárias. Nesse tempo, muitos revelam a verdadeira identidade em atos de violência, de insanidade ou de preferências sexuais. Outros mais serenos aproveitam o tempo livre para investir na saúde, exercitar os músculos, enriquecer conhecimentos, brincar com os filhos e ficar mais com a família. A Palavra de Deus diz que “tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz” (Eclesiastes 3, 1-8). Aproveite bem o seu tempo. (20/2/2009)
Os caminhos da Ciência
Cento e cinquenta anos depois de o evolucionis-ta inglês Charles Darwin tirar do homem o status de ''criado à imagem e semelhança'' de Deus, rebaixando-o a um mero macaco aperfeiçoado, muito se evoluiu no campo da ciência e a tecnologia nos oferece maravilhas incontáveis. A pobreza, a injustiça, a doença e a insanidade, porém, não foram banidas. Na opinião do educador Loron Wade, a razão pela qual essas calamidades continuam, ano após ano, é que elas não são um problema científico ou tecnológico. "Peça que a ciência projete um raio de energia eletromagnética através do espaço e nos envie um foto da superfície de Marte ou Tritão, e ela rapidamente nos dará a resposta. Pergunte como se organiza o genoma humano ou qual é a natureza das endorfinas e com o elas afetam as células do cérebro, e ela não hesitará em responder. Porém, se lhe perguntarmos como resolver os piores problemas da atualidade, ela terá de dizer: 'Sinto muito, essa não é a minha área'. Isso acontece porque os piores problemas de nossa época não são de natureza científica, e sim moral. Considere, por exemplo, a fome. Há pessoas famintas não por causa da escassez de alimentos no mundo, mas por causa de uma terrível desigualdade na sua distribuição. Essa desigualdade, por sua vez, é o resultado de uma distribuição ainda mais desigual de riqueza, educação e meios de produção e transporte. A opressão e a negligência dos que não têm nada por parte dos que têm demais é definitivamente um problema moral. Por quanto tempo mais continuaremos insistindo em buscar soluções onde elas não existem?" Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim (Jo 14,6). - 13/2/2009
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Fartar-se do próprio pão
É bom dormir depois de um dia de trabalho produtivo. "O sono é o instrumento divino para a renovação das energias", ensina o pastor Alejandro Bullon. O sono é necessidade diária, a preguiça, não! A Bíblia, e especialmente o livro de Provérbios, está repleta de advertências sobre o perigo de dormir quando é hora de trabalhar. "Ficar deitado, esperando que um corvo traga pão para alimentá-lo, ou que o pouco de farinha e azeite que ainda restam na despensa durem para sempre são atitudes próprias do insensato", adverte Bullon. "Mas esses milagres não estão registrados na Bíblia? Estão, sim. Aconteceram em circunstâncias extremas. Deus, hoje, continua disposto a agir miraculosamente em situações desse tipo. O maior milagre que Ele pode fazer, no entanto, é levar você ao trabalho. 'Desperte', diz Ele, 'abra os olhos, trabalhe e Eu o abençoarei, de modo que você se fartará do seu próprio pão.' Comece hoje com o que está em suas mãos. O único trabalho que nunca se realiza é aquele que não é começado. Todas as coisas extraordinárias que hoje existem foram consideradas impossíveis antes que alguém aceitasse o desafio de realizá-las. Vá hoje a Jesus. Não para pedir que o abençoe fazendo aparecer um emprego, mas pedindo que Ele lhe dê forças para sair procurando o emprego. Faça o que pode fazer. Deixe o resto com Jesus. Ele abrirá as portas. Você precisa bater. Ele frutificará a obra de suas mãos. Você precisa trabalhar. A fórmula do êxito é orar muito e trabalhar muito. Torne hoje um dia de muita oração e de muita ação. Lembre-se do conselho do homem mais rico e sábio da Bíblia: 'Não ames o sono, para que não empobreças; abre os olhos e te fartarás do teu próprio pão'. (fonte: Alejandro Bullon/Janelas para a vida) 6/2/2009
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
O maior e o menor
É cultura vigente e anseio dos seres humanos a busca pelo melhor lugar. Todos queremos ser reconhecidos pelo trabalho executado, sermos o empresário melhor sucedido, o médico brilhante, o advogado das melhores causas, aquele que tem o melhor carro, a casa mais imponente. Com os discípulos de Jesus aconteceu a mesma coisa, eles até indagaram do Mestre qual deles seria o maior no Reino dos Céus. Não bastava entrar no Paraíso, queriam a glória, o primeiro posto. Ao que Jesus respondeu: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Céus” (Mateus 18, 1-5). Além da pureza, da inocência e sinceridade, toda criança é dependente. Depende dos pais para quase tudo: alimentação, moradia, vestuário. Sejamos nós dependentes de Deus como as crianças dependem de seus pais. Podemos até ter dinheiro, bom emprego, carro do ano, boa casa, mas se não nos convertermos e não nos tornarmos iguais as crianças, de nada adianta. Não entraremos no Reino. Palavra de Jesus! (30/01/09)
Cérebro de pobre funciona pior?
A região do córtex préfrontal, relevante para solução de problemas, funciona pior entre os mais pobres, de acordo com neurocientistas da Universidade da Califórnia, que mediram a atividade cerebral de crianças pobres, submetidas a testes de lógica, em comparação com a de crianças ricas. A informação é do jornalista Gilberto Dimenstein, na coluna Pensata, da Folha Online. O articulista destaca que não é necessariamente a pobreza, mas a falta de estímulos (livros, brincadeiras, museus, exposições) que as crianças sofrem em suas casas. “Com isso, deixam de desenvolver uma área do cérebro decisiva para que prosperem na escola e, mais tarde, no trabalho”, analisa. “Em suma, fica comprometida a criatividade”. Para Dimenstein, a pesquisa dos especialistas revela que a falta de oportunidades é comprometida, em parte, desde os primeiros anos de vida. “Isso se traduz na importância da pré-escola, a partir das creches, como substituto à escassez da vida familiar”, salienta. “Não vejo obra mais importante que um governante no geral e um prefeito em particular possam assumir do que mexer no cérebro das crianças”. Como diria minha avó Alvarina, é de menino que se endireita o pepino. (23/01/09)
sábado, 24 de janeiro de 2009
A morte de crianças
A morte de um garoto de 7 anos, esta semana, comoveu os taquaritinguenses. É natural essa comoção. Nós os pais não queremos nem pensar na possibilidade de enterrarmos os nossos filhos queridos. Mas, às vezes, isso acontece e a dor é muito grande, quase insuportável. Eu que creio em Deus e na ressurreição, espero a segunda vinda gloriosa de Jesus. Esse maravilhoso Advento colocará as coisas, de novo, nos seus lugares. O apóstolo Paulo ensina como será esse dia: "não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não tem esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os vivos, os que ficarmos seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras. (1 Tessalonicenses 4: 13-18) - 16/01/09
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Ninguém ama o que não conhece
Eu era ainda adolescente e dava meus primeiros passos num grupo de oração da antiga igreja quando alguém da turma resolveu apresentar-me a um seminarista e dirigente de outro grupo. "Não o amo porque não o conheço", disse ele. Duras, mas sábias eram as palavras daquele seminarista. Hoje, depois de cerca de 30 anos naquela igreja, recordo que raros foram os momentos em que me vi com a Bíblia nas mãos. Posso dizer, ainda, que igualmente raras são as lembranças de outros da mesma comunidade a folhear o Livro Santo. Lógico que a gente tinha acesso aos folhetos dominicais, catecismos e às 'santas doutrinas'; a Carta de Amor do Criador, no entanto, era objeto de procissões ou ficava aberta em algum altar, mas longe das mãos dos fiéis. Nas nossas casas, a cena por vezes se repete. A Bíblia serve como mero amuleto, aberta em alguma das páginas centrais, em altar especial da sala, às vezes até com vela acessa ao lado e algumas flores. Distante dos filhos, a Carta do Pai apresenta páginas já amareladas pelo triste abandono. De fato. Ninguém ama o que não conhece! (9/01/09)
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