segunda-feira, 12 de maio de 2008

Os dons de cada um

O físico e humanista alemão Albert Einstein contou certa feita, que estavam duas crianças patinando num lago congelado. Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam despreocupadas. De repente, o gelo se quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou. A outra, vendo seu amiguinho preso e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim quebrá-lo e libertar o amigo. Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino: - Como você conseguiu fazer isso ? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis! Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou: - Eu sei como ele conseguiu. Todos perguntaram: - Pode nos dizer como ?! - É simples - respondeu o velho. - Não havia ninguém ao seu redor, para lhe dizer que não seria capaz.

Sal da terra

"Se o sal perder sua força já não é mais sal. Quando Jesus chamou seus discípulos de sal da terra e luz do mundo estava propondo que suas vidas dessem tempero, preservassem o mundo e que sua luz tirasse as pessoas das trevas. Bonito na teoria. Difícil na pratica. Não há como negar que o cristão é uma pessoa escolhida e privilegiada. Mas isto implica em responsabilidade enorme. Que nosso sal não machuque e nossa luz não cegue ninguém". (Pe. Zezinho - ceu.climatempo.com.br)

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Um planeta chamado homem

Neste pequeno planeta, que, de tão pequeno nem sequer seria visível de Júpiter, aconteceu um fenômeno incrível chamado homem, feito de humo, feito de terra, feito de pó. Bíblia não é um livrinho tão ingênuo quanto alguns cidadãos, supostamente mais cultos, gostariam de supor. Em parábolas e alegorias fala do ser chamado semelhante, (homo) em grego; ou de adamah- terráqueo, Adão. Trata do habitante que poderia mudar e mudou o planeta em que vive. Mas ele mesmo é um planeta: não viveria sem o outro, como também o planeta terra não vive sem o sol!

Na história da criação do primeiro casal, há uma colocação impressionante e lúcida: ADAM foi o nome que o autor achou para descrever o ser inteligente e especial que Deus criara. ADAM, de barro, se liga à idéia de terra e humo. A humanidade é terra. É pó. E o ser humano é semelhante a quem o criou. Não é igual: lembra quem o fez.

Vieram os cientistas e pesquisadores e afirmaram que o ser humano é composto basicamente de seis elementos, como também o é a vida. Como o planeta, ele é mais água do que sólido. Como a Terra e demais corpos celestes, é o equilíbrio de seus átomos que o mantém funcionando como um pequeno universo. O que acontece em escala gigantesca, com os astros, gravitando em torno uns dos outros e formando um corpo inteligente: o cosmos, também se dá com o homem. É ele um pequeno universo que reproduz, em escala de microcosmo, as mesmas evoluções do macrocosmo.

Quem criou o Universo, criou este planetinha chamado Gaia, Terra, Earth, Tierra. Quem criou este planetinha, criou um tipo de ser inteligente que veio da terra, que para ela deve voltar e age estreitamente ligado a ela. Em cada árvore que ele mata, em cada rio que polui, em cada metro de céu que suja, o homem morre um pouquinho. Cada floresta derrubada é um suicídio coletivo. Age como o sujeito tolo que serra o galho em que está e cai com ele. É por isso que somos todos suicidas quando permitimos que se desmatem milhares de áreas verdes, ou quando não reagimos às poluições ambiental, visual e sonora. Morremos um pouco quando nos calamos diante de testes atômicos, e assistimos, impassíveis, ao assassinato da vida no planeta.

Somos tão culpados quanto o médico que faz o aborto, a mãe que o decide e a enfermeira que assiste. Criança inocente é como a natureza, seu crime é estar no lugar que queríamos ocupar, ou ocupar um lugar que desejamos lhe tirar. Na sanha de desmatar, poluir e sujar, como aprendizes de feiticeiros, enquanto brincamos com armas atômicas e bacteriológicas, estamos nos matando. E se a terra morrer, o homem morre. Morre junto à árvore destruída, junto ao riacho poluído que, antes, servia à população.

Há um limite para tudo. A Bíblia não é livro tão ingênuo quanto possa parecer. Se deu ao primeiro homem o nome de ADAM (pó, de terra), se o traduziu como HUMANUS, de homo: semelhante ao Criador , queria passar alguma mensagem. A Igreja afirma na Quarta Feira de cinzas: “Lembra-te, homem, que és pó; e voltarás a ser pó”. Mas será muito triste se voltarmos como suicidas. Dos povos suicidas, talvez no momento, não haja nenhum pior do que o brasileiro. Não se desmata impunemente, em 60 anos, quase metade de uma área densamente habitada. Somos um povo desorganizado e doente. E quem não respeita a vida só pode terminar no caos. Que o digam os ecologistas. Sem eles, seremos o país da desordem e do retrocesso. Mais depressa do que imaginamos...
Fonte: Padre Zezinho - ceu.climatempo.com.br - 30/04/2008)

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Só Deus basta

O ser humano, por natureza, é apegado às coisas, às pessoas, às situações, entre outros. “Precisamos fazer um exercício constante para nos desapegarmos das coisas que nos prendem e nos afastam de Deus”, ensina, esta semana, Luzia Santiago, no portal da Comunidade Canção Nova. “Os apegos levam-nos à distração e à perda do essencial”, disse. "Feliz o homem que observa os seus preceitos, e de todo o coração procura a Deus" (Sl 118). Deus é o único essencial, afirmou Santa Teresa de Ávila. "A quem tem Deus, nada falta, só Deus basta", disse a religiosa e escritora espanhola. Para Luzia Santiago, muitas coisas são importantes, mas poucas são essenciais. “Do essencial não podemos abrir mão, mesmo que nos custe sacrifício. Peçamos ao Senhor a graça de permanecer vigilantes, para que saibamos discernir as coisas essenciais e as importantes para a nossa vida”.

Política partidária

Muito embora eu tenha me afastado da política partidária há alguns anos, as cicatrizes daquele tempo teimam em incomodar no trabalho e na vida particular. Ainda hoje, e principalmente neste ano de eleições, tem sempre alguém que imagina que uma crítica ou denúncia apresentadas no rádio ou jornal, contra este ou aquele administrador, é “armação”, “politicagem”, ou coisa que o valha. O fato é que o político não consegue conceber que ele é um ser limitado e, como tal, passível de falhas e defeitos. Mesmo legítimas, o cara não consegue perceber que as críticas de hoje são as mesmas de sempre, da mesma gente insatisfeita ou decepcionada. Por mais que tente, o ser humano não consegue agradar como gostaria, é impossível satisfazer a gregos e troianos; essa é a questão! No caso de Taquaritinga, não é diferente. Passados três anos e meio, o atual administrador não conseguiu ser unanimidade, apesar do empenho pessoal e de seus muitos assessores, e das obras de última hora. Pior, não conseguiu solucionar os graves problemas da cidade: os índices de desemprego não caíram, muito ao contrário; a educação municipal piorou; a promoção social é capenga; e os serviços de saúde convive com os problemas de sempre... Tá na hora de mudar? Deus haverá de nos apontar o melhor caminho. Particularmente, prefiro administrador mais arrojado, do tipo Osvaldo Piva, Vanderlei Mársico, entre outros. O (e)leitor também tem lá suas outras preferências e legal que é assim, com a livre manifestação e equilíbrio dos contrários. Imagine a vida se todos tivessem a cara do Lula? Argh!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Você é verdaeiramente livre?

Somente vivendo a verdade, que é Jesus, somos e nos tornamos a cada dia pessoas autenticamente livres. São muitos os conceitos de liberdade que fomos adquirindo e assumindo, mas só podemos dizer da autenticidade deles na nossa vida pelos bons ou maus frutos que produzem. Um dos maiores anseios do nosso coração humano é a liberdade, e estamos dispostos a pagar qualquer preço para obtê-la; nesta busca, muitas vezes, entramos por caminhos errôneos, e que nos tornam escravos e dependentes, acarretando sérias consequências.

A única pessoa capaz de preencher o nosso coração e nos fazer verdadeiramnete livres é Jesus, porque Ele é o Bom Pastor.

"Eu sou o bom Pastor. O bom Pastor dá a vida por suas ovelhas" (Jo 10,11).

Façamo-nos hoje esta pergunta: Eu sou uma pessoa verdadeiramente livre, ou acho que sou e não sou?

"Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo 8,32).

Jesus, faz-me experimentar a verdadeira liberdade dos filhos de Deus. (Luzia Santiago - comunidade Canção Nova)

Palavras

Sou católico e não penso em trocar a minha fé por outra fé. Isso não impede, no entanto, que eu ouça o que dizem os pastores e pregadores de outras igrejas. Deus é tão grande, tão imenso que é impossível querer aprisioná-lo nessa ou naquele religião, nesse ou naquele templo. Respeito a minha igreja, mas sou fã do jeito corajoso das Testemunhas de Jeová, que assumem em sua plenitude a ordem de Jesus: anunciai o meu Evangelho, oportuna e importunamente. Pregar para quem quer ouvir é fácil! Difícil é levar a Palavra, de casa em casa, pra quem quer e pra não quer ouvir. Que Deus me dê essa coragem! Falando em pregar, gosto de ouvir quem tem algo a dizer. Parolas tem aqui e acolá, mas Palavra pregada com desassombro e rica em conteúdo, os Adventistas dão um show. É duro você ir a uma, duas, três ou mais missas e perceber que a Palavra não foi preparada, estudada, devorada. Gosto do sermão do padre João, adoro o padre Zezinho, adorava e ainda ouço o padre Léo, mesmo depois de sua morte. A gente, às vezes, não entende os desígnios de Deus. Eu, por exemplo, ainda não entendi a morte prematura do padre Léo. Deus deu, Deus tira. E bendito seja Deus!.