quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O Pai sabe aquilo de que necessitamos

“Não transforme sua prece em um petitório insistente! ‘O Pai sabe aquilo de que necessitamos, mesmo antes de pedirmos’.

Quando quiser alguma coisa para si, peça-o também para os outros, para todos os que estiverem nas mesmas condições. No momento da prece, evite o egoísmo. A prece é a melhor ocasião de demonstrarmos nosso amor. E pedindo para todos, com amor, seremos os primeiros e receber o benefício.

Quem acende uma luz é o primeiro a iluminar-se”. (Minutos de Sabedoria – C. Torres Pastorino)

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Em que consiste nossa felicidade?

"Somente quando estamos ancorados na vontade de Deus é que somos verdadeiramente pessoas felizes. Não é a quantidade das coisas que possuímos ou do que sabemos, dos amigos que temos ou não temos, que nos tornam mais ou menos felizes; o objeto da nossa felicidade tem um nome: Jesus Cristo.

'Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minhã irmã, minha mãe' (Mc 3,35).

É na vontade de Deus que encontramos a felicidade inesgotável, porque esta é uma fonte que jorra até a vida eterna.

Com muita simplicidade de coração peçamos a Jesus que nos ensine hoje a realizar a vontade do Pai, como Ele a realizou". (Luzia Santiago, Comunidade Canção Nova)

Eleve seu coração em prece

“Eleve seu coração em prece! Mas evite recitar fórmulas lidas ou decoradas. Que de seu coração partam as palavras espontâneas, como você faz quando conversa com um amigo querido.

Prece não é obrigação que alguém desempenhe para “ver-se livre de um peso”. Ore fervorosamente, mas sentindo as palavras que profere, para que a ligação com as Entidades angélicas seja efetiva e real.

Faça da oração um hábito indispensável à saúde espiritual” (do livro Minutos de Sabedoria, de C. Torres Pastorino).

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Saudades

O escritor norte-americano Mark Twain, pseudônimo de Samuel Langhorne Clemens, ensinava: “vivamos de tal forma que, quando morrermos, até o agente funerário sinta saudades”. Na mesma linha, mas com outras palavras, o poeta Olavo Bilac escreveu que a saudade é a “presença dos ausentes”. Outro poeta brasileiro, Carlos Drummond de Andrade dizia que “a melhor medicina contra a saudade é a falta de memória”. Nunca fui de exercitar a memória para nomes e números, prefiro usar o espaço da lembrança para os lugares e pessoas agradáveis. As peladas com os amigos na rua larga em terra da 24 de Outubro, atual Paulo Scandar, as pescarias de peneira ou de loca e corpo lambuzado de barro-branco, no rio Ribeirãozinho não saem das minhas lembranças. Assim, acertou na mosca o escritor português Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco quando disse que “a saudade pelos vivos é dor suave”. Talvez, por isso, quando paro as engrenagens da vida e viajo nas lembranças de meu santo pai Fernando e de meu querido irmão Carlinhos, o coração chora e as lágrimas são inevitáveis. Ora de dar razão ao gaúcho Mario Quintana, para quem “para sempre é muito tempo. O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo”.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Pombas e serpentes

Estabanado e imprudente cansei de dar cabeçada a torto e a direito vida afora. O resultado, óbvio, não foi nada animador. Não faltaram os alertas, quantas vezes eu ouvi e reli: Eu vos envio como ovelhas entre lobos; por isso sedes prudentes como as serpentes e simples como as pombas (Mt 10,16). A serpente é um animal perigoso, ciente de seu poder. Seu veneno pode matar um cavalo, mas quando percebe a desvantagem momentânea, abandona a arena, sem nenhum remorso. Somente quando acuada ou no momento oportuno, ela ataca, de maneira rápida e eficaz. Alguém já disse que o bom é generoso, mas não é bobo; é solidário, mas não é otário; é amigo, mas não mole; é cortês, mas não é freguês; é carinhoso, mas não paparica; é cavalheiro, mas não é cavalariço; é fino, porém grave; é doce, mas forte; é confiante, mas não é desatento; é amoroso, mas não é manipulável; é homem, mas nunca deixa de ser sensível; é macho, mas é sempre afetuoso. Eis o caminho: o equilíbrio entre a prudência e a simplicidade. Tomara que eu aprenda dessa vez...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Casa do Senhor

Eu tinha pouco mais de 14 anos quando o amigo Lemão Iório cismou que deveria me levar para a Igreja. Antes, eu havia participado de uma ou outra Missa por ocasião da Primeira Comunhão, mas nada que tivesse me cativado. Mais caipira que hoje, naquela época eu não conhecia nada de padre, oração, Bíblia, nem tinha vontade de conhecer. A insistência do amigo, porém, me convenceu. Ele disse que eu precisava saber das coisas do Senhor, que era um importante degrau na escada vida e que iria me levar para o Coral da Juc (Jovens Unidos à Cristo), onde jovens e crianças cantavam nas missas de domingo à noite, na Matriz de São Sebastião. O Lemão nem sabe o bem que me fez, não que eu tenha me convertido em modelo ou exemplo a ser seguido, muito pelo contrário, mas a Casa do Senhor era a morada que eu sonhava e não conhecia. Depois, o amigo me levou para o Grupo de Sábado (era um grupo de pessoas, a maioria jovens e adolescentes, que semanalmente se reuniam para reflexões acerca da Palavra de Deus e da vida da Igreja - era comum naquele tempo) e muita coisa linda aconteceu em minha vida. Eu poderia, aliás, eu deveria ser infinitamente melhor, mais parecido com o jovem que um dia sonhou em ser missionário de Jesus. Muitas coisas me desviaram do caminho, mas eu não esqueci o endereço e a Casa do Senhor ainda mexe com meu interior.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Eclesiástico, 3

O respeito e a veneração dos filhos para com seus pais é um comportamento agradável aos olhos de Deus. O Livro do Eclesiástico diz que Deus honra o pai nos filhos e confirma, sobre eles, autoridade da mãe. Quem honra o seu pai alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração quotidiana. Quem respeita sua mãe é como alguém que ajunta tesouros. Quem honra o seu pai terá alegria com seus próprios filhos; e, no dia que orar, será atendido. Quem respeita seu pai terá vida longa, e quem obedece ao pai é o consolo da sua mãe. Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive. Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez, procura ser compreensivo para com ele; não o humilhes em nenhum dos dias de sua vida: a caridade para com teu pai não será esquecida, e, por teres suportado os defeitos de tua mãe, ser-te-á dada uma recompensa; tua casa tornar-se-á próspera na justiça. Lembrar-se-ão de ti no dia da aflição, e teus pecados dissolver-se-ão como o gelo ao sol forte”.