terça-feira, 26 de junho de 2007

Pílula contra o aborto


O jornalista Gilberto Dimenstein, membro do Conselho Editorial da Folha de S. Paulo, defende a distribuição da pílula do dia seguinte pela rede pública de Saúde. O jornalista baseia sua tese em pesquisa realizada pela ginecologista Albertina Duarte, professora da USP (Universidade de São Paulo), que constatou um crescimento expressivo do consumo da chamada pílula do dia seguinte para evitar a gravidez entre os adolescentes. “Como um milhão de adolescentes engravidam por ano Brasil, a maioria delas (661 mil, para ser mais preciso) tornadas mães precoces e as demais submetidas ao trauma do aborto, vemos a importância dessa pesquisa”, disse. Na opinião de Dimenstein, “percebe-se que a adolescente, se puder, prefere postergar a gravidez e, claro, evitar o doloroso aborto. Tal tendência cresce ainda mais à medida que as jovens ficam mais tempo na escola e têm planos de futuro. Dados recentes mostram que na cidade de São Paulo o aumento da matrícula no ensino médio corresponde uma redução da taxa de gravidez precoce”. Segundo ele, “raríssimas ações poderiam custar tão pouco e gerar impactos sociais tão rápidos como facilitar o acesso a métodos anticoncepcionais, e reduziria, a curtíssimo prazo, a evasão escolar, aumentaria no médio prazo, a renda das mulheres, e, a longo, seria mais uma arma, entre várias, para combater a violência”. Dimenstein entende que “essas 661 mil mães precoces, milhares delas entre 10 a 14 anos, são parte do custo da ignorância combinado com o medo dos governos em enfrentar dogmas religiosos e a inoperância das redes públicas de saúde. Pagamos isso em mortes”. Apesar do respeito que tenho pelo colunista, ouso dizer que o tema é polêmico, mexe com dogmas de fé e carece a análise mais serena.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Perplexos e aliviados

A decisão dos ex-prefeitos Milton Nadir e Tato Nunes de não disputar as eleições municipais de 2008 continua dando o que falar na seara política da cidade. Caciques dos partidos locais saboreiam um misto de perplexidade e alívio, ao tempo que adversários juramentados perderam o rumo do debate. A quem agredir, desmerecer, criticar, enxovalhar ou esculhambar nos palanques da vida? O que fazer com os arsenais arregimentados nas encruzilhadas do poder? Passado o decision day, qual armamento levar para o front de batalha? Perplexos e aliviados, muitos não sabem se casam ou se compram uma lambreta. Súditos do castelo imperial entendem que “agora não tem pra ninguém”, que “é macuco no embornal”. Devagar com andor que o santo é de barro, diria vovó Alvarina. Cautela e caldo de galinha não fazem mal à ninguém, receitaria vovô Benedito.
A decisão serena de Milton e Tato – ambos alegaram compromissos com a família e empresas ao tirar os times de campo – abre vaga para novas lideranças. Falando nisso, o que tem de neguinho, branquinho também, se arvorando no direito de assumir tal “encargo” não tá no gibi. Gente, inclusive, que não tem o menor desconfiômetro. Fazer o quê? Todo mundo tem direito de querer ser isso ou aquilo. Serão, se as convenções indicarem e as urnas ratificarem, obviamente. Mas tem muita gente boa a merecer sentar por quatro anos na cadeira do reino. O tempo dirá. Façam suas apostas senhores.


fonte: Tribuna (08/06/2007)



Como folha de bananeira

Dizem que os brasileiros, e em especial os mais jovens, são como folha de bananeira: vão pro lado que o vento leva. O estilistas dizem que os jovens têm de comprar calças rasgadas, que é a última moda, e a moçada compra coisa velha por preço de nova. Aí, as empresas lançam o TV tela plana, de 50 ou 70 polegadas e sua fica com cara de velha de tanta propaganda. Para não ficar na contramão da estória, lá vai você atrás dos financiamentos ou carnês das Casas Bahia, fazer dívidas e mais dívidas, a trabalhar mais e mais para conseguir pagar tais dívidas. O resultado é o estresse da vida moderna, cabeças confusas tal qual birutas de aeroporto. E porque trabalha muito, não tem tempo para a família, para a conversa amiga, para o lazer. É isso aí. Somos cobaias nas mãos dos lobistas. A gente ouve no rádio ou na TV, lê nas revistas e nos jornais, ouve o vizinho falar e engole como certo, como verdadeiro, como o único caminho. E faz tempo que é assim! A gente ouve há muito que “batatinha quando nasce, se esparrama pelo chão”. A batata, como sabemos, é uma raiz, e assim, quando nasce, não tem como se esparramar para lugar algum. O correto, seria dizer que a “batatinha quando nasce, espalha ramas pelo chão”. Mas fazer o quê? É nossa vocação achar que tá tudo certo, tudo é verdadeiro, porque deu naquele canal de TV, ouviu no programa de rádio, leu na revista...

fonte: Tribuna (01/06/07)

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Solidariedade sem limite

O coração solidário dos taquaritinguenses parece não ter limites. Salta aos olhos e emociona até o mais duro coração, a vocação da nossa gente para a partilha, para os gestos de doação e de participação. Nos últimos anos, e mais intensamente nas últimas semanas, o Canal Um é Notícia promove campanhas sociais com o apoio da fundação Cultural Romeu Mársico. Em todas elas, os “Anjos da Guarda” dão um show de solidariedade. Em pouco mais de 10 dias, eles doaram cerca de R$ 9 mil para a construção da cobertura da Igreja da Sagrada Família, no Jardim Paraíso. A campanha pretende alcançar R$ 35 mil para a compra de 700 metros de telhas termoacústicas. O valor é substancial, mas a solidariedade de nosso povo é maior. Assim, aquilo que parecia difícil demais, deve ser alcançado nos próximos meses. A reforma da casa das idosas, ao lado do Velório Municipal, é outra prova inequívoca da generosidade que brota do interior do nosso povo. Um saco de cimento, outro de cal, um pouco de tijolo e mão na massa. A obra segue em ritmo acelerado e emociona. Assim, tantos e tantos outros gestos calam fundo no coração de quem quer o bem e sonha com a pujança da nossa terra. Muitos dos problemas enfrentados por nossa gente não aconteceriam ou seriam solucionados se as ditas lideranças soubessem conduzir, motivar e unir os taquaritinguenses. Ninguém segura uma cidade unida em torno de um mesmo ideal.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Ser odiado

Ninguém merece ser odiado, por mais erros que tenha cometido, porque, bom ou mau, o ser humano é obra do amor de Deus.

Mas quem fez por merecer e é odiado pelo que fez ou deixou de fazer, já sabe porque sofre o ódio de algum grupo, alguma família ou alguma pessoa. Os ofendidos não acham que o pecado foi devidamente expiado. Seu ódio é sua maneira de vingar-se e punir para sempre o seu desafeto.

Se, contudo, você sempre fez o bem, sempre ajudou e, no cômputo de suas ações, passou de 90% de atos de bondade, mas, por um erro de momento ofendeu, agrediu, errou no trato, feriu alguém e hoje, por mais que tenha reparado, e pedido perdão simplesmente não consegue o perdão da pessoa magoada, fale com Deus.

Há pais, mães, filhos, ex-maridos, ex-esposas, irmãos e ex-amigos nesta situação. Fizeram tudo certo, mas um dia cometeram um erro. A outra pessoa decidiu tirar partido do seu erro. Não perdoar lhe renderia mais. Faria dela a vitima vencedora. Mas, à medida que seu ódio progredia quem errou foi se tornando a vítima e quem não perdoou, transformou-se em algoz. Inverteram os papéis.

No plano do amor, quem errou deve pedir perdão e reparar seu erro, mas quem foi ofendido precisa perdoar e parar de cobrar com juros e atitudes extorsivas uma ofensa que já foi reparada. Quem não pede perdão e não repara, ou quem não perdoa de jeito nenhum, por mais que o outro tenha mostrado sinceridade e senso de justiça, terá que se ver com Deus.

Se Deus existe, e Ele existe, Ele é perdão. Nesse caso, perdoará o que se arrependeu e reparou seu erro e exigirá severa prestação de contas de quem não perdoou, não se arrepende de não perdoar e insiste em querer o fim de quem o magoou. É que um fez o papel de filho penitente e o outro de inclemente. Foi mais longe do que Deus, porque Deus perdoa! Pedir perdão e reparar dentro da justiça é agir como filho. Não perdoar nunca e exigir sempre maiores desculpas e reparações é brincar de Deus, e da maneira mais errada possível. A vida responderá!

autor: Padre Zezinho

fonte: ceu.climatempo.com.br

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Os fortes

Certo dia a Pedra disse: - Eu sou forte! Ouvindo isso, o Ferro disse: - Eu sou mais forte que você! Quer ver? Então os dois duelaram até que a Pedra se tornasse pó.

O Ferro, por sua vez, disse: - Eu sou forte! Ouvindo isso, o Fogo disse: - Eu sou mais forte que você! Quer ver? Então os dois duelaram até que o Ferro se derretesse.
O Fogo, por sua vez, disse: - Eu sou forte! Ouvindo isso, a Água disse: - Eu sou mais forte que você! Quer ver? Então os dois duelaram até que o Fogo se apagasse.
A Água por sua vez disse: - Eu sou forte! Ouvindo isso, a Nuvem disse: - Eu sou mais forte! Quer ver? Então as duas duelaram até que a Nuvem fez a Água evaporar.
A Nuvem, por sua vez disse: - Eu sou forte! Ouvindo isso, o Vento disse: - Eu sou mais forte! Quer ver? Então os dois duelaram até que o Vento soprasse a Nuvem e ela se desfizesse.
O Vento, por sua vez, disse: - Eu sou forte! Ouvindo isso, os Montes disseram: - Nós somos mais fortes que você! Quer ver? Então os dois duelaram até que o Vento ficasse preso dentre o círculo de Montes.
Os Montes, por sua vez, disseram: - Nós somos fortes! Ouvindo isso, o Homem disse: - Eu sou mais forte que vocês! Querem ver? Então o Homem, dotado de grande inteligência perfurou os Montes impedindo que eles prendessem o Vento.
Acabando com o poder dos Montes, o Homem disse: - Eu sou a criatura mais forte que existe!
Até que veio a Morte e, o Homem, que achava ser inteligente e forte suficiente, com um golpe apenas, a Morte acabou com o Homem.
A morte ainda comemorava, quando, sem que ela esperasse, um Homem chamado "JESUS" veio e, com apenas 3 dias de falecido venceu a Morte e todo poder foi lhe dado na Terra e no Céu. Como se não bastasse ter vencido a Morte, ele nos deu o direito de ter “Vida Eterna”.

desconheço o autor.

Colaboração: Dê Mazzi

Sucesso

Há alguns anos, nas olimpíadas especiais de Seattle, nove participantes, todos com deficiência mental, alinharam-se para a largada da corrida de 100 metros rasos. Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.

Um dos garotos tropeçou no asfalto, caiu e começou a chorar. Os outros ouviram o choro, diminuíram o passo e olharam para trás. Então viraram e voltaram. Todos eles. Uma das meninas com Síndrome de Down ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse: - Pronto, agora vai sarar ! E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minutos...
Talvez os atletas fossem deficientes mentais.... Mas com certeza, não eram deficientes espirituais... "Isso porque, lá no fundo, todos nós sabemos que o que importa nesta vida, mais do que ganhar sozinho é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir os nossos passos..."
"Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso. O sucesso é conseqüência".

Desconheço o autor

Colaboração: Elisangela Silveira